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Psicanálise de orientação lacaniana

Fernanda Alvarez Rojas

Psicanálise de orientação lacaniana

Pós-graduada em Fundamentos de Psicanálise (Instituto ESPE - ENSINO SUPERIOR EM PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO), analista em formação contínua através de grupos de estudos, discussão de casos e cursos de pós-graduação da Unicamp. Membro fundadora do Centro de Psicanálise de Campinas. Oferece atendimento psicanalítico presencial e online, com escuta atenta e acolhimento do mal-estar, do sofrimento e das questões de subjetividade de cada paciente — atendendo adolescentes, adultos e pessoas acima de 60 anos, sem um tema específico de especialização.

Fernanda Alvarez Rojas, psicanalista de orientação lacaniana da Mental Help

Dúvidas comuns sobre psicanálise

Como funciona a psicanálise?

A psicanálise é uma abordagem clínica criada por Sigmund Freud que busca compreender o sofrimento psíquico a partir da relação entre a história do sujeito, seus desejos, conflitos, relações e processos inconscientes.

O trabalho analítico acontece principalmente por meio da fala e da escuta. O paciente é convidado a falar livremente sobre aquilo que pensa, sente e vivencia, enquanto o psicanalista oferece uma escuta atenta ao que emerge nesse discurso. A partir desse processo, o sujeito pode construir novas formas de compreender sua história, seus conflitos e seus desejos.

A psicanálise não busca oferecer respostas prontas ou dizer ao paciente o que ele deve fazer. O objetivo é favorecer um espaço em que cada pessoa possa se escutar e construir seu próprio caminho diante das questões que a trouxeram à análise.

Como saber se a psicanálise é indicada para mim?

A psicanálise pode ser considerada quando a pessoa percebe que algo em sua vida está causando sofrimento, repetição ou questionamentos e sente necessidade de compreender melhor o que está acontecendo consigo.

Não é necessário ter um diagnóstico ou estar passando por uma crise. Algumas pessoas procuram análise por questões como:

  • ansiedade, angústia ou tristeza recorrente;
  • dificuldades nos relacionamentos;
  • situações que parecem se repetir, mesmo quando se tenta mudá-las;
  • conflitos familiares ou profissionais;
  • sensação de vazio, insatisfação ou falta de sentido;
  • dificuldades para tomar decisões ou fazer escolhas;
  • questões relacionadas à autoestima, desejo e identidade;
  • acontecimentos da vida que continuam produzindo sofrimento;
  • ou simplesmente o desejo de compreender melhor a própria história e a maneira como se relaciona consigo e com os outros.

Também é importante saber que não existe um perfil específico de pessoa para quem a psicanálise seja indicada. A indicação é construída a partir da escuta e da avaliação do caso, inclusive nas primeiras entrevistas.

Mais do que procurar respostas prontas, a psicanálise propõe um espaço para falar e investigar aquilo que, muitas vezes, a própria pessoa ainda não consegue compreender ou colocar em palavras.

Sobre o que devo falar durante a análise?

Você pode falar sobre aquilo que estiver presente naquele momento: uma situação que está causando sofrimento, um relacionamento, uma preocupação, uma lembrança, um sonho, algo que aconteceu durante a semana ou até mesmo sobre uma dificuldade para encontrar palavras.

Na psicanálise, não é necessário organizar previamente o que será dito ou escolher apenas assuntos “importantes”. A proposta é que você possa falar livremente, seguindo o que surgir durante a sessão.

Também é possível falar sobre coisas que parecem sem importância, contraditórias ou difíceis de explicar. Muitas vezes, justamente nesses detalhes aparecem questões importantes sobre a maneira como cada pessoa vive suas relações, seus desejos, seus conflitos e sua própria história.

Se em algum momento você não souber o que dizer, isso também pode fazer parte da sessão. Não é necessário saber antecipadamente o que precisa ser dito.

O psicanalista faz perguntas ou apenas escuta?

O psicanalista escuta atentamente o que o paciente traz para a sessão, mas isso não significa que permaneça em silêncio o tempo todo.

A escuta psicanalítica pode incluir perguntas, intervenções, pontuações ou comentários que ajudem o paciente a continuar falando e a olhar para determinadas questões de outra maneira. Essas intervenções não têm como objetivo dar respostas prontas ou dizer ao paciente o que ele deve fazer.

Na psicanálise, o que é dito, os silêncios, as repetições, as contradições e até aquilo que parece difícil de colocar em palavras podem ganhar importância. O trabalho do psicanalista é acompanhar esse processo de escuta, possibilitando que o próprio paciente construa novas compreensões sobre sua história, seus conflitos e seus desejos.

Por isso, cada sessão acontece de maneira singular. Não existe um roteiro pré-estabelecido nem uma quantidade determinada de perguntas que o psicanalista precisa fazer.

Tudo o que eu disser ficará em sigilo?

Sim. O sigilo é um princípio fundamental da prática clínica e faz parte do compromisso ético do psicanalista. O que é compartilhado durante as sessões é tratado com confidencialidade e respeito, preservando a privacidade do paciente.

Esse cuidado é importante para que a pessoa possa falar livremente sobre sua história, seus pensamentos, sentimentos e experiências, sem medo de julgamentos ou de que aquilo que foi dito seja exposto a outras pessoas.

Como em outras práticas de atendimento em saúde e cuidado, existem situações excepcionais previstas em normas éticas e na legislação, nas quais o sigilo pode ter limites. Quando isso for pertinente, a situação deve ser tratada com responsabilidade e, sempre que possível, esclarecida com o paciente.

O compromisso é oferecer um espaço de escuta seguro, respeitoso e confidencial.

Quanto tempo dura uma sessão/uma análise?

A duração de uma sessão pode variar de acordo com a abordagem e com a condução de cada psicanalista. Não existe uma duração única que seja obrigatória para todas as sessões.

Já a duração de uma análise não pode ser determinada previamente. Cada pessoa chega à psicanálise com uma história, questões e um modo de se relacionar com seu próprio sofrimento. Por isso, o processo acontece de maneira singular e pode se estender por diferentes períodos.

A análise não segue um prazo fixo nem um número determinado de sessões para ser considerada concluída. Ao longo do processo, paciente e psicanalista podem conversar sobre o percurso e sobre as questões que estão sendo trabalhadas.

A psicanálise pode ser feita junto com acompanhamento psiquiátrico ou medicação?

Sim. A psicanálise pode ser realizada simultaneamente ao acompanhamento psiquiátrico e ao uso de medicação, quando estes fazem parte do cuidado indicado para a pessoa.

A psicanálise e a psiquiatria possuem abordagens e objetivos diferentes, mas podem fazer parte de um mesmo processo de cuidado. Enquanto o tratamento psiquiátrico pode envolver a avaliação médica e, quando necessário, a prescrição e o acompanhamento do uso de medicamentos, a psicanálise oferece um espaço de escuta e elaboração das questões subjetivas que estão relacionadas à história e ao sofrimento de cada pessoa.

Quando há acompanhamento com outros profissionais, é importante que cada profissional atue dentro de sua área de formação e responsabilidade. A decisão sobre iniciar, modificar ou interromper uma medicação deve ser feita com o médico responsável.

O fato de estar em tratamento psiquiátrico ou utilizar medicação não impede, portanto, que a pessoa também possa iniciar um processo de análise.

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