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Psiquiatria de crianças, adolescentes e adultos
Matheus Santarosa Cassiano
Psiquiatria de crianças, adolescentes e adultos — CRM-SP 218701 · RQE 126414
Medicina pela Unicamp, com Residência em Psiquiatria (Unicamp) e em Psiquiatria da Infância e Adolescência (USP) e Mestrado em Ciências pela Unicamp. Sua abordagem une psiquiatria clínica e terapia familiar sistêmica, integrando tratamento farmacológico e psicoterápico, com atenção à biografia, às relações interpessoais e à co-participação do paciente e da família. Atende crianças a partir de 4 anos e adultos até 70 anos de idade.

“A Medicina e a Psiquiatria nada seriam sem os contribuintes da experiência humana de quem sofre.”Matheus Santarosa Cassiano
Dúvidas comuns sobre acompanhamento psiquiátrico
Preciso tomar remédio?
Nem todas as condições em psiquiatria necessitam de tratamento farmacológico. Entretanto, para todas as condições o uso de fármacos não é a única estratégia empregada para alcançar estabilidade e remissão dos sintomas. Essa é uma das estratégias aplicadas, mas nunca será a única.
Essa condição vai me acompanhar pelo resto da vida?
A cronicidade dos transtornos mentais dependerá da evolução prévia dos sintomas desde a infância e adolescência, recorrência do quadro ao longo da vida e resposta/adesão prévia aos tratamentos ofertados. Para a maior parte dos quadros, consideramos que não há uma cura, mas um controle possível a longo prazo a partir do tratamento adequado (seja na modalidade de intervenção não farmacológica ou farmacológica).
Como posso voltar a ter uma vida normal?
A recuperação plena da funcionalidade dependerá de um esforço conjunto entre os profissionais que acompanham e a dedicação com que o paciente (e a família) colocam no tratamento. A adesão ao tratamento proposto em todas as suas modalidades, bem como a busca por um estilo de vida mais saudável em sua integralidade (alimentação, atividade física, sono adequado, uso moderado de telas, equilíbrio entre trabalho/estudo e vida pessoal, períodos de lazer, etc.) são fundamentais para recuperar a funcionalidade perdida.
Como fazer as pessoas entenderem o que eu estou passando?
Compartilhar a condição enfrentada deve ser uma escolha do paciente e, quando realizada, deve ser feita com pessoas que possam contribuir com apoio e estratégias profícuas para a recuperação funcional. Normalmente alguns familiares mais próximos e amigos íntimos podem ajudar nessa função, mas devem ser selecionados e discutidos com os profissionais.
Quais outras estratégias posso usar além da medicação?
A adoção de estratégias de tratamento não farmacológicas (psicoterapia, abordagem nutricional, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, entre outras) deve ser um pilar do tratamento a partir da indicação clínica. Para além dessas estratégias terapêuticas, cultivar hábitos e rotinas prevendo equilíbrio na alimentação, atividade física, sono, uso de telas, trabalho, lazer e relações interpessoais são fundamentais para alcançar recuperação e estabilidade no longo prazo.